II Biennale d'Arte di Salerno | Italia

Local Palazzo Fruscione, Salerno - Italia
Data 15 de outubro a 20 de novembro 2016

"Interioridade #43"
Técnica mista sobre tela
100 x 90 cm
2015

Individual "A Casa" | Caldas da Rainha

Local Centro Cultural e Congressos de Caldas da Rainha
Data 8 a 30 de outubro 2016
[Link]
Inauguração  8 de outubro, 17h30 




       “A Casa”  
     «O mundo não é mais que quatro paredes, que se transportam connosco; um lugar sempre fechado». Irene Lisboa 
     A casa é o lugar íntimo catalisador do processo criativo. Este espaço estruturante da identidade, que abriga e protege o amor, está intimamente ligado a todas as nossas memórias e vivências interiores uma vez que é neste território que os laços e os sentimentos se cimentam, contendo narrativas que evocam cheiros, afetos, texturas, segredos, fragilidades, sabores e sonhos que habitam na alma.
    Este refúgio amigável e espaço organizador – “A Casa” – alberga dois cenários: a «pintura» e «para lá da pintura». A «pintura» materializa apontamentos narrativos apresentando interiores de habitações sempre com a presença feminina. Os ambientes arquitetónicos aparentemente vazios entre cortinas ou janelas entreabertas evidenciam territórios e objetos domésticos identificáveis – sala, quarto, porta, mobiliário, loiças, vestuário – que remetem para recantos protetores do quotidiano íntimo das figuras; uma quase solidão, um diálogo interior. O pano de fundo imaginável, por entre a contaminação do primeiro plano, cita lugares triviais e seguros exibindo poses comuns do aconchego ou da interioridade feminina. «Para lá da pintura» apresenta uma multiplicidade de técnicas – bordado, assemblage, instalação – que materializam e humanizam memórias de infância e que se articulam através de objetos apropriados, alguns ligados ao lavor feminino da hierarquia avó-mãe e outros de caráter kitsch, decorativo ou doméstico, assentes em paradigmas de construções sociais de género. A casa, aqui, aparece como um lugar de clausura gerador de uma ideologia de feminilidade e de domesticidade, em que as técnicas manuais – processo monótono, repetitivo e lento – desvendam histórias e sentimentos de mulheres anónimas, conhecidas ou familiares, levantando questões do seu mundo privado. Trata-se, pois, de um trabalho com uma carga narrativa autobiográfica que, também, aborda estereótipos de amor e romance encontrados em literatura, mitos ou brinquedos infantis por meio de fusões e reminiscências de vários processos artísticos que remetem para práticas e sensibilidades femininas, evocando a esfera doméstica.
      “A Casa” enraíza-nos no espaço íntimo do quotidiano feminino através de cenografias e objetos vulgares, que por momentos adotamos como nossos, multiplicando-se as possibilidades narrativas e permitindo a entrada num universo que nos é familiar.
      Lara Roseiro
      Janeiro 2016 

Coletiva "Emerging Art Now" | Braga

Local  Galeria Emergentes dst, Braga
Data  15 de julho a 30 de setembro 2016

"Window #19"
Técnica mista sobre tela
100 x 90 cm
2016

Coletiva "She" | Conrad Algarve

Curadoria  Private Gallery
Local  Conrad Algarve Hotel, Quinta do Lago
Data  11 de junho a 4 de setembro 2016

"Chá das cinco - Five o'clock tea"
Técnica mista sobre tela
120 x 120 cm
2014

Feira de Arte e Antiguidades de Lisboa

Helder Alfaiate Galeria de Arte - stand 19
Local  Cordoaria Nacional, Lisboa
Data  7 a 15 de maio 2016

"Window #3"
Técnica mista sobre tela
40 x 40 cm
2015

"Construir, Habitar, Pensar" | Azeitão

Local  Galeria Via Idea, Vila Nogueira de Azeitão
Data  6 a 24 de abril 2016


"Window #15"
Técnica mista sobre tela
110 x 140 cm
2016

"Window #14"
Técnica mista sobre tela
110 x 140 cm
2016

Coletiva "Arte de Bolso"

Local  Galeria Sete, Coimbra
Data  10 de dezembro 2015 a 16 de janeiro 2016

"Janela Indiscreta #12, #11, #13"
Técnica mista sobre tela
Ø 30 cm, Ø 20 cm, Ø 40 cm
2015

Exposição individual "Espelho Meu"

Local  Espaço Exibicionista, Lisboa
Data  4 a 29 de setembro 2015



"Interioridade #39"
Técnica mista sobre tela
100 x 90 cm 
2015

I Bienal de Arte de Gaia

Local  Espaço Avenida da República, V. N. Gaia
Data 11 de julho a 11 de setembro 2015

"Interioridade #29"
Técnica mista sobre tela
140 x 90 cm 
2014

VII Bienal de Pintura de Pequeno Formato

Local  Moinho de Maré, Alhos Vedros
Data  4 de julho a 2 de agosto 2015

"Interioridade #31"
Técnica mista sobre tela
25 x 25 x 4 cm (16 x 16 cm)
2014

Individual "Janela Indiscreta: interioridades"

Curadoria  Helder Alfaiate Galeria de Arte
Local  Casa de Cultura Jaime Lobo e Silva, Ericeira
Data  23 de maio a 21 de junho 2015
Imprensa Jornal de Mafra 


"Interioridade #36"
Técnica mista sobre tela
100 x 90 cm 
2015

"Janela Indiscreta #1"
Técnica mista sobre tela
100 x 100 cm 
2014

     "Janela Indiscreta: interioridades”:
     «A casa, mais ainda que a paisagem, é um “estado de alma”. Mesmo reproduzida no seu aspeto exterior, ela fala de uma intimidade». Gaston Bachelard
      A interioridade da Casa, como refúgio íntimo, continua a dar mote ao processo criativo. Este território do foro privado, um habitáculo da alma, torna-se o ponto de partida de um espaço reservado que confere interioridade e simboliza um recipiente de todas as intimidades. A Casa é, pois, o lugar físico habitável pela presença humana que alberga a alma dentro de si como uma marca invisível.
     Os cenários interiores, não acessíveis mas reconhecíveis ou imagináveis, evidenciam aberturas e orifícios que convidam à participação do observador. O ato de espreitar através da fresta, postigo, fechadura, janela ou porta para a interioridade do Outro torna-se um comportamento voyeurista: o prazer da observação de intimidades alheias. Estas reminiscências transportam para o filme “Janela Indiscreta” de Alfred Hitchcock em que a invasão à privacidade é patente e a curiosidade trespassa a esfera privada. As janelas que se abrem, as paredes que se quebram e as portas que se escancaram mostram o ritmo diário do quotidiano feminino por entre espreitadelas ilegítimas e indiscretas. O vasculhar ilícito do observador ativo, que vigia a interioridade do espaço doméstico, é-lhe absolutamente prazeroso relembrando, também, os cenários íntimos impressionistas onde se fingia contemplar a anatomia feminina e representavam-se mulheres em situações privadas. O voyeur esconde-se por trás do óculo, cortina, nuvem, poeira, cela ou limoeiro representados no primeiro plano destas interioridades que revelam cenas da identidade feminina.
     Esta série desvenda a essência e a pureza de um universo privado, restrito, pessoal e íntimo evocando e materializando lugares comuns que guardam histórias armazenadas na delicadeza das figuras. “Janela Indiscreta: interioridades” enfatiza a serenidade na Casa de um território proibido ao Outro perpetuando memórias pessoais entrelaçadas pela ambivalência: o interior e o exterior.
     Lara Roseiro
     Abril 2015

Feira de Arte e Antiguidades de Lisboa

Helder Alfaiate Galeria de Arte - stand 17
Local Cordoaria Nacional, Lisboa
Data 11 a 18 de Abril 2015

"Interioridade #38"
Técnica mista sobre tela
100 x 90 cm 
2015

"Interioridade #25"
Técnica mista sobre tela
140 x 90 cm 
2014

Coletiva "Arte & Negócios 2015", Porto

Curadoria  We Art, Agência de Arte [info]
Local  Porto Business School
Data  24 de março a 30 de junho 2015

"Construção em Progresso"
Técnica mista sobre tela
140 x 110 cm 
2014
Coleção Prozinco

Lançamento do livro "Estórias d'Escritas"

Autor  Jorge Mendonça
Ilustrações  Lara Roseiro [28 desenhos e 1 pintura]
Publicação  Chiado Editora [comprar]

“A festa das associações” (pag.71)
Tinta permanente sobre papel Colotech+ silk coated
18,8 x 18,8 cm
2014

Coletiva "Arte de Bolso". Galeria Sete, Coimbra

Local  Galeria Sete, Coimbra
Data  6 de dezembro 2014 a 17 de janeiro 2015

"Interioridade #9"
Técnica mista sobre tela
25 x 25 x 4 cm (16 x 16 cm)
2014

O meu processo criativo | My creative process

Neste diálogo da série "A arte e a mente de ..." o filósofo José Neto conversa comigo sobre o meu processo criativo [with English subtitles]

Coletiva "Portuguese Canadian Walk of Fame"

Local  The Peach Gallery, Toronto - Canada
Curadoria  We Art, Agência de Arte
Data 8 de junho a 31 de julho 2014
Info We Art
       The Peach Gallery
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"Interioridade #14"
Técnica mista sobre tela
100 x 90 cm
2014

"Interioridade #15"
Técnica mista sobre tela
100 x 90 cm
2014

Coletiva "É a crise" | Porto

Local  Galeria Metamorfose, Porto
Data  3 a 30 de maio 2014

"Interioridade #11"
Técnica mista sobre tela
20 x 20 cm
2014

Feira de Arte e Antiguidades de Lisboa

Helder Alfaiate Galeria de Arte - stand 11
Local  Cordoaria Nacional, Lisboa 
Data  5 a 13 de abril 2014

"Interioridade #10"
Técnica mista sobre tela
20 x 20 cm
2014

Mertolarte 2014

Local  Casa das Artes Mário Elias, Mértola
Data  15 de março a 20 de abril 2014

"Interioridade #8"
Técnica mista sobre tela
100 x 100 cm
2014

Coletiva "Narrativas Paralelas"

Local  Helder Alfaiate Galeria de Arte, Ericeira
Data  15 de fevereiro a 20 de abril 2014
Imprensa  AZUL Ericeira Mag - entrevista
                AZUL Ericeira Mag - exposição



"Interioridade #3"
Técnica mista sobre tela
30 x 30 cm
2014

"Interioridade #6"
Técnica mista sobre tela
40 x 40 cm
2014

"Interioridade #7"
Técnica mista sobre tela
40 x 40 cm
2014

     Sobre a série “Interioridades”:
     A premissa “Casa”, um habitáculo da intimidade, surge como elemento principal e primitivo do processo criativo. Este espaço privado, interior, íntimo e doméstico abre caminho para outro princípio fundamental, a “Espera”, que evidencia a feminilidade, pertencendo aos valores da intimidade e do próprio espaço físico de cada um, uma interioridade e familiaridade que reporta para o território pessoal. A “Casa”, que alberga a memória, a lembrança, o sonho, a intimidade e a solidão, como cerne do trabalho, lembra Gaston Bachelard na análise que faz a esta morada pessoal e a sua ligação com racionalidade e irracionalidades. Deste modo, a “Casa” é, enquanto espaço interior, o lugar onde nascem os sonhos nos momentos de solidão e, também, onde se constroem as vivências mais íntimas e pessoais.    
    É entre paredes que se materializam narrativas, através da recolha de experiências confinadas ao lar, em que o processo artístico remete, igualmente, para a pintura de género, exibindo cenas de interior, situações de rotina ou frames do quotidiano, bem como a figura feminina enquanto objeto de contemplação, mas sem qualquer revolta declarada.
   A série “Interioridades” dá, assim, continuidade a um processo em torno de cenários interiores, um conjunto que evoca as interioridades do lar, como espaço doméstico e estado afetivo, assim como um lugar seguro e prisioneiro, sugerindo feminilidade. “Interioridades” torna o observador em voyeur, levantando questões sobre o prazer da contemplação da intimidade do Outro. A matriz que remete para o resguardo, a proteção, o esconderijo ou a clausura da arena privada, deixa transparecer uma ambiguidade na posição das figuras, expressando privacidade, intimidade e alguma sensualidade, abordando, portanto, uma dualidade: o público e o privado.
     Lara Roseiro
     Fevereiro 2014 

5ª edição "Prémio Abel Manta de Pintura 2013"

Local  Museu Municipal de Arte Moderna Abel Manta, Gouveia
Data  9 de agosto a 28 de setembro 2013

"Que sonho afagam tuas mãos reais?"
Técnica mista sobre tela 
100 x 90 cm
2012

"A noite vai descendo, muda e calada"
Técnica mista sobre tela 
100 x 90 cm
2012

VI Bienal de Pintura de Pequeno Formato

Local  Moinho de Maré, Alhos Vedros
Data  6 a 28 de Julho 2013

"As Pedras do Caminho Florescem"
Técnica mista sobre tela
25,5 x 25,5 x 4,5 cm
2013

Coletiva "Arte & Eros: o lugar do Erotismo na Arte" | Lisboa

Local  Fábrica Braço de Prata, Lisboa
Data  5 a 29 de Junho 2013

"Varas, Barões e Baronesas"
Técnica mista e vassoura sobre tela
180 x 170 cm (tríptico)

Coletiva "Chiado, Baixa e Confronto com o Francesismo nas Artes e na Literatura"

Curadoria  José Quaresma, FBAUL - CIEBA
Local  Museu Arqueológico do Carmo, Lisboa 
Data  9 a 31 Maio 2013

"Au Bonheur des Dames"
Instalação site-specific em poço do século XVIII-XIX
Veludo sobre espelho 
56 cm de diâmetro
2013

"Au Bonheur des Dames" perpetua o Francesismo num local de notável caráter histórico com um discurso contemporâneo sempre em interação, partilha e estímulo com o Outro no espaço público. Pensar o Chiado era refletir e considerar uma passerelle e vitrine francesa ou uma ladeira vaidosa onde se encontrava, quase exclusivamente, lojas de requinte e alta-costura com peças oriundas de Paris, em que a elegância imperava com a presença feminina, alojando-se uma aura cintilante própria da belle-époque. O elemento principal, o espelho, surge como símbolo de vaidade e auto-observação conferindo, assim, protagonismo ao narcisismo – a paixão pelo próprio reflexo e beleza, uma obsessão pela imagem refletida. O vermelho veludo inscrito no espelho material e cor utilizados em dias especiais como ostentação nas varandas em dias de procissão concede primor, nobreza e bom-gosto. Este projeto materializa o mito, um amor excessivo e incontrolável por si própria, e a ostentação feminina com um vínculo à vida mundana.
Lara Roseiro
Março 2013

Exposição individual "Mulher, Menina e Moça"

Local  Paços do Concelho de Oliveira do Bairro
Data  2 a 28 de Março 2013

"Reflexo de sombras e névoas"
Técnica mista sobre tela 
140 x 110 cm
2012

"Abraços leves como afagos"
Técnica mista sobre tela 
100 x 90 cm
2012

"Mulher, Menina e Moça" remete-nos para cenários de interior que retratam a identidade, individualidade e intimidade feminina e refletem estados de alma. A casa enquanto teatro surge como ambivalência entre comédia e drama ou fantasia e realidade, numa domesticidade como local gerador. Neste palco interior representam-se peças soltas que se entrelaçam num só espaço, em que a mulher é a personagem principal, onde atuam sentimentos antagónicos por meio de doçura e amargura, tristeza e alegria, fraqueza e firmeza, amor e desamor, sonho e realidade…
Esta ligação ao mundo privado evoca Penélope que, enquanto Ulisses andava na aventura da guerra de Troia, esperava e esperava, fazia e desfazia, cosia e descosia o seu trabalho; talvez a delicadeza e tenacidade feminina de um fazer intemporal, que não tem pressa… está em espera; assim como Héstia, deusa da domesticidade e defesa do lar. Penélope e Héstia simbolizam, portanto, esta premissa de uma espera eterna e delicadeza confinada ao fazer / gesto feminino. Um ofício restringido ao espaço doméstico que a mulher carrega ao longo dos tempos. A presença da cadeira em várias telas concede uma autoridade, aparente ou desejada, conquistada com a perseverança de uma guerreira em luta por um lugar no trono.
As obras apresentam-se com um cariz pictórico docemente decorativo e feminino através de elementos patchwork mesclados pela colagem de papéis, tecidos, rendas ou linhas que dão protagonismo à representação do corpo sensualmente feminino, em estereótipo pin-up, conferindo, assim, uma aparente independência, privacidade, intimidade e sensualidade, por meio de poses numa clausura subtil e adornadas de emoções. A pose da figura feminina levanta, deste modo, o olhar atento do espetador questionando-o se está perante a provocação, o romantismo, o lascivo ou a submissão.  
"Mulher, Menina e Moça" eterniza e materializa narrativas, como por exemplo de Florbela Espanca, Irene Lisboa ou Frida Kahlo, numa afirmação feminina de vivências e experiências pessoais, íntimas ou emocionais com evidentes implicações sociais que envolvem, interessam e identificam todo o universo feminino; não se tratando de politizar o tema “Mulher” mas apenas abordar puras emoções entre corpo e alma.
           Lara Roseiro
           Fevereiro 2013 

Galeria Vera Cruz | Aveiro

IX Coletiva de Dezembro
Local  Galeria Vera Cruz, Aveiro
Data  4 a 31 Dezembro 2012

"Mãos doces, plenas de carinhos"
Técnica mista sobre tela
140 x 110 cm
2011

Coletiva Pequenos Formatos do AveiroArte

Local  Galeria Morgados da Pedricosa, Aveiro
Data  8 de Dezembro 2012 a 3 de Janeiro 2013

"Silêncios em flor #3"
Técnica mista sobre tela
52 x 42 cm (com moldura)
2011

Coletiva de Outono do AveiroArte

Local  Galeria Morgados da Pedricosa, Aveiro
Data  30 de Outubro a 1 de Dezembro 2012

"Horas lentas, profundas e caladas" 
Técnica mista sobre tela 
100 x 90 cm
2012